A principal fonte proteica dos vegetarianos são as
leguminosas. Elas são os feijões, ervilha, lentilha, grão de bico. Derivados da
soja, como o queijo de soja ou tofu, são riquíssimos também. Para àqueles que
consomem leite e ovos, estes também são outras fontes de proteína. Mas não
adianta colocar uma colherzinha de feijão no prato. Manda brasa, e coloca
bastante! Podem ser feitas sopinhas deliciosas também, uma sopinha de feijão
com couve bem picadinha e macarrão ou arroz integral fica uma delícia e deixa
uma refeição super rica.
Tá bom, falamos de proteína, mas e o ferro? Criança precisa
de ferro! Sim, e muito! Por isso que mesmo a criança comendo kilos de carne,
deve ainda suplementar o ferro através de vitaminas até os 2 anos*. O grupo das
leguminosas citado acima também é fonte de ferro. As
castanhas e sementes (com destaque para as sementes de abóbora, de gergelim e a
castanha de caju), os vegetais verde-escuros (especialmente a couve, escarola,
brócolis, agrião e rúcula), as frutas secas (damasco, ameixa e uva-passa) e o
melaço da cana-de-açúcar, também suprem essa necessidade**.
Aí vem o pediatra e fala: mas o ferro da carne é muito
melhor absorvido pelo organismo do que o ferro dos vegetais. De fato,
parte do ferro encontrado nos produtos de origem animal é mais bem absorvido do
que o ferro encontrado nos produtos de origem vegetal e de fato algumas fontes
animais de ferro são muitíssimo superiores quando comparadas às fontes vegetais
do mineral. Mas isto não significa que as fontes vegetais de ferro não sejam
suficientes para suprir a necessidade do organismo humano. O fato de haver uma
alternativa superior não faz da outra uma alternativa insatisfatória. No caso
do ferro, a alternativa vegetal é satisfatória, mas alguns cuidados ajudam a
garantir a ingestão adequada. Esses cuidados compreendem a seleção de boas
fontes do mineral, a inclusão de alimentos que melhoram a sua absorção (como a
ingestão de frutas cítricas junto com a refeição, como uma laranja de sobremesa
por exemplo) e a exclusão de alimentos que a atrapalham**. Outra dica é deixar os grãos de molho em água por 8 a 12
horas antes de cozinhá-los. Isso reduz o teor de ácido fítico (elemento que
reduz a absorção de ferro, cálcio e zinco)***
E tem mais um
detalhe super importante: se o baby não come nada de origem animal (carne, leite
e ovos), deverá suplementar a vitamina B12, presente somente nesse grupo de
alimentos. A B12 é fundamental para a saúde do sangue e sistema nervoso. Pronto mamãe, ficou mais calma? Então dê o tempo que seu filho precisa para voltar a comer carne ou quem sabe e por que não, tirar pra sempre ela do cardápio. Claro que se essa briga com o bifinho durar mais tempo do que você imagina, procure um nutricionista ou nutrólogo para preparar uma dieta equilibrada para ele ficar sempre forte e você mais tranquila com a nova opção do mais novo vegetarianinho da família.
Beijos sabor
tomate!
*Recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria
** Fonte: www.nutriveg.com.br
*** Fonte: www.alimentacaosemcarne.com.brAproveite a oportunidade e ofereça alimentos diferentes ao seu filho.

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