Confesso que fiquei decepcionada quando soube que a tal “carne”
de soja ou PVT (proteína vegetal texturizada) não era tão maravilhosa como eu
pensava. Poxa, é soja, soja faz bem pra saúde, todo mundo fala isso! Sim, faz
sim, mas essa coisinha que imita a carne pode tomar um lugar mais modesto no
nosso cardápio. A questão não é que ela faz mal, é que ela não é tão
maravilhosa assim. Falando em derivados de soja, ela é a mais pobrinha de todos
da lista. Quem me alertou sobre isso foi o nutrólogo que acompanha meu bebê. Aí
fui pesquisar na net porque não me conformava! Só achei notícia boa sobre ela,
aí me deu um nó.
Esse mês comprei a Revista dos Vegetarianos e tinha uma
matéria que falava exatamente sobre isso: “Soja: a melhor e a pior maneira de
comer este grão”. Aí eu entendi qual é dessa coisinha marrom. Abaixo, segue
trecho do texto da revista com alguns comentários meus entre parênteses:
A melhor forma são os alimentos fermentados à base de soja,
como o missô (aquele da sopinha japonesa), o tempeh (não conheço), o natto
(també não conheço) e o shoyu, pois no processo de fabricação destes, as
toxinas da soja são degradadas naturalmente. A segunda melhor opção é o tofu (o
famoso queijo de soja que você já deve ter visto em restaurante japonês ou
mesmo no supermercado). Apesar de possuir parte destas toxinas (fatores
antinutricionais), é uma fonte proteica de boa digestibilidade e
biodisponibilidade, fonte de ferro e de algumas vitaminas do complexo B. Dependendo
do processo de produção, pode ser também boa fonte de cálcio.
Em terceiro lugar vem o leite de soja. O ponto negativo é
que, além de possuir muitos antinutrientes*, em geral, é um alimento muito
processado e rico em açúcares.
As piores opções são o grão da soja cozido (tipo feijão de
soja) e a proteína texturizada de soja (olha ela aí em último lugar!!!). Eles
tem elevado valor de antinutrientes.
*Os antinutrientes são substancias da soja que podem ser
tóxicas para os humanos, caso não sejam removidas por meio de processamento
especial ou fermentação natural. Há ainda na soja certos tipos de açúcares que
podem causar flatulência, náuseas e diarreia, se o consumo é exagerado.
Os efeitos destas substâncias: podem ocorrer problemas
relacionados ao teor de fitoestrógenos no organismo (compostos que agem de
forma similar ao hormônio estrogênio), problemas na absorção de nutrientes e
micronutrientes, alergias alimentares à proteína da soja, distúrbios no
metabolismo da tireoide, além de problemas no metabolismo cerebral e
relacionados ao uso de alimentos geneticamente modificados.**
Portanto a “carne” de soja não é tão perfeita assim, e ela
tem irmãos, o tofu por exemplo, que são bem mais atraentes, hehehehe! Não estou
dizendo pra você jogar fora o pacotinho que tá aí na sua casa, mas que coma
menos e no lugar dela, coloque mais tofu e os feijões como fonte de proteína.
A alimentação natural é muito rica e tem sempre diversas opções
para deixar nosso prato equilibrado. Assim, sigo a máxima de que se é pra
ocupar espaço no estômago do meu bebê com alguma coisa, que seja com o alimento
mais completo possível. E assim seguimos em frente.
Beijos sabor caqui!
** Fonte Revista dos Vegetarianos n 83 – Set/2013

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